09/02/2017

Doria confirma que vai trocar farmácia da UBS pela rede privada

Por Metro jornal
Prefeito e fabricantes anunciaram nesta quarta ação emergencial | Fernando Pereira Prefeito e fabricantes anunciaram nesta quarta ação emergencial | Fernando Pereira

O prefeito João Doria (PSDB) confirmou nesta quarta-feira, pela primeira vez, que irá modificar o sistema de distribuição de remédios na rede pública. As farmácias das unidades de saúde da capital serão extintas e a população passará a retirar os medicamentos nas drogarias particulares.

 

O objetivo, segundo Doria, é eliminar custos de armazenamento e distribuição e aumentar a capilaridade e as verbas disponíveis para a compra de remédios.

 

“A logística para entrega nas unidades públicas custa, por ano, R$ 500 milhões. Na nova operação, não teremos esse custo, que será alocado para compras e vai melhorar nossa condição para evitar falta de medicamentos”, disse.

 

A capital tem hoje 458 UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e 802 pontos de distribuição de remédios, também disponíveis em hospitais e AMAs (Assistência Médica Ambulatorial). Segundo o prefeito, com a entrada da rede privada, o número de postos saltará para 3,6 mil.

 

O prefeito afirmou que o detalhará o programa Remédio Rápido até o fim de março, quando haverá o lançamento oficial.

 

Ajuda emergencial

 

Até lá, a prefeitura irá se socorrer de doações de empresas para garantir a normalização do estoque de remédios nas farmácias de rede pública.

 

Ao lado de representantes da indústria farmacêutica, Doria anunciou ontem que a capital receberá de 12 laboratórios, gratuitamente, 380 milhões de compridos de 165 rótulos que estão em falta.

 

Os produtos serão entregues nos próximos dois meses, em quatro lotes, avaliados em R$ 120 milhões.

 

Os itens têm, ao menos, seis meses de fabricação e parte não poderia ser mais usada pelas farmácias particulares, que são impedidas por lei de vender remédios com validade inferior a um ano.

 

A maioria dos medicamentos é voltada para o tratamento de uso contínuo, como os para hipertensão e diabetes, além de analgésicos e anti-inflamatórios.

 

Para viabilizar o acordo, o Estado abrirá mão de tributos cobrados dos laboratórios, que mesmo quando doam são obrigados a recolher impostos como se estivessem fazendo uma venda.

 

Presidente do Sindusfarma (sindicato dos fabricantes), Nelson Mussolini afirmou que a indústria, por “responsabilidade social”, está respondendo demanda específica “da maior prefeitura do país e terceiro maior Orçamento da União em saúde”.

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