29/03/2017

Prometido para a Copa 2014, monotrilho em SP só ficará pronto em 2019

Por Metro jornal
Foto: EBC Foto: EBC

 Prometida para a Copa de 2014, a linha 17-Ouro do Metrô, o Monotrilho, só poderá ser usada depois da Copa da Rússia, último prazo que havia sido dado pelo Estado. Agora, a previsão é que ela seja inaugurada no segundo semestre de 2019.

 

A entrega foi prorrogada sucessivamente. O trecho que vai ligar o aeroporto de Congonhas (zona sul) à linha 9-Esmeralda, da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), teve previsão de entrega para 2016, depois para este ano e, então, foi postergada para 2018.

 

Apesar da nova prorrogação, o Metrô destaca que a obra está em pleno andamento, “inclusive com lançamento de vigas de estrutura durante esta semana”.

 

 

 

Violência na região

 

Mas, além da falta do transporte, os adiamentos constantes criaram outro problema: a obra atraiu para a avenida Jornalista Roberto Marinho (zona sul) moradores de rua, entre eles muitos usuários de crack. A violência nos bairros ao redor aumentou e os moradores lançaram abaixo-assinado virtual para pedir providências das diversas instâncias de governo e criaram uma comissão para pedir ação no local.

 

Integrante da comissão, a produtora de eventos Ana Paula Minervini disse que o abaixo-assinado é como um “pedido de socorro” da vizinhança. “A Polícia Militar até vem de vez em quando espantar os usuários de crack, mas eles correm para dentro do bairro. Sabemos que a ação para o problema envolve diferentes secretarias e queremos participar da solução.”

 

A assistente social Renata Barros, 60 anos, também integra o grupo. Moradora do bairro há 40 anos, ela relata que a vizinhança era tranquila. Segundo ela, a obra fez a Roberto Marinho ficar cada vez mais caótica. “Durante a noite, a avenida é pouco iluminada e muitos dependentes atravessam no meio dos carros.”

 

Outra moradora da região, a autônoma Andrea Silveira, 41 anos, tem medo de passar na avenida. “A construção tomou o espaço que antes era de alguns moradores de rua e abriu espaço para muitos outros.”

E não são apenas os moradores que temem a região. O radialista Antônio Alves, 55 anos, faz o possível para não parar no semáforo vermelho quando trafega pela avenida Jornalista Roberto Marinho. “Eu tenho medo de parar e ser assaltado.”

 

 

 

Outro lado

 

Em nota, a  Secretaria da Segurança Pública informou que a Polícia Militar vai redirecionar o patrulhamento para coibir a criminalidade na região. Segundo a pasta, as ações  realizadas contribuíram para a queda de 23% nos roubos em geral e de veículos no 1º bimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2016.

 

A Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social tem posto de atendimento no local, mas, questionada sobre a ação, não respondeu.

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