27/10/2017

Número de usuários de drogas na Cracolândia recua 77% entre maio e julho deste ano

Por Metro jornal
Foto: Reprodução Foto: Reprodução

 Pesquisa feita pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo mostrou que o número de usuários de drogas na Cracolândia (centro) diminuiu 77%, entre maio e julho deste ano.

 

Antes da megaoperação policial realizada no local em maio, eram 1.861 frequentadores. Dois meses depois, o número diminuiu para 414.

 

Porém, a mesma pesquisa mostra que, entre todos os que atualmente frequentam a Cracolândia, apenas 4% procuraram por instituição de tratamento no período.

 

Pesquisa feita pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo mostrou que o número de usuários de drogas na Cracolândia (centro) diminuiu 77%, entre maio e julho deste ano.

 

Antes da megaoperação policial realizada no local em maio, eram 1.861 frequentadores. Dois meses depois, o número diminuiu para 414.

 

Porém, a mesma pesquisa mostra que, entre todos os que atualmente frequentam a Cracolândia, apenas 4% procuraram por instituição de tratamento no período.

 

Para o secretário da pasta responsável pela pesquisa, Floriano Pesaro (PSDB), a baixa procura por atendimento se explica pelo fato de os usuários que permanecem no local serem “os mais resistentes e de difícil abordagem”.

 

Também de acordo com a pesquisa, o principal motivo para permanência dos usuários são a oferta de drogas (52%), apesar de as operações realizadas nos últimos meses visarem justamente a prisão de traficantes que agem no local. Questionado, Pesaro afirma que a oferta de drogas continuará existindo enquanto houver demanda. “As duas ações em conjunto, da redução da demanda e da oferta, é que podem trazer resultados positivos.”

 

Os outros dois motivos mais citados para permanência são a segurança para uso de drogas (49%) e o acesso a serviços de saúde (44%).

 

A pesquisa também mostra que 80% dos que vivem na Cracolândia sairiam de lá por oferta de trabalho. Porém, na opinião de Pesaro, “conseguir emprego é uma coisa, mas ser capaz de trabalhar é outra. São dependentes químicos, acreditar que somente um emprego resolve o problema faz parte de um ‘folclore’. A saída é muito mais complexa”.

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