19/05/2016

Paralisação de motoristas e chuva vão dificultar tarde em SP

Fonte: Folha de S. Paulo
Fila de ônibus se forma do lado de fora do terminal Dom Pedro II. Foto: Zanone Fraissat/Folhapress Fila de ônibus se forma do lado de fora do terminal Dom Pedro II. Foto: Zanone Fraissat/Folhapress

 Os paulistanos devem ter uma tarde difícil nesta quinta-feira (19) com paralisação de motoristas de ônibus e chuva.

 

Motoristas e cobradores de ônibus vão cruzar os braços novamente, desta vez das 14h às 16h, em protesto contra o reajuste salarial proposto pelas empresas de transporte urbano.

 

Na quarta (18), 1,5 milhão de pessoas foram prejudicadas com a paralisação nos 29 terminais da cidade, das 10h ao meio-dia.

 

Segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências), órgão da Prefeitura de São Paulo, o dia nesta quinta vai permanecer predominantemente encoberto, com chuva fraca e garoa fina, o que prejudica o trânsito na capital.

 

A Prefeitura de São Paulo não fará a suspensão do rodízio nesta quinta-feira. Não devem circular hoje das 17h às 20h carros com placas cujo final sejam 7 e 8.

 

De acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), não há nenhuma ação especial para a orientação do trânsito prevista pela companhia para esta tarde.

 

Paralisação

 

O protesto organizado pelo Sindicato dos Motoristas (Sindimotoristas), que ameaça fechar todos os terminais da capital, que ocorre das 14h às 16h, tende a provocar transtornos por mais tempo, afetando a volta do trabalho.

 

A categoria reivindica reajuste de 5%, mais a correção da inflação, Participação nos Lucros e Resultados de R$ 2.000 e outros benefícios. O sindicato patronal (SP Urbanuss) propõe aumento de 2,31% e pede mais repasses da prefeitura.

 

O presidente do sindicato dos motoristas, Valdevan Noventa, atribuiu responsabilidade ao prefeito Fernando Haddad (PT) por benefícios que elevaram os custos do sistema -passe livre para alunos da rede pública, por exemplo.

 

"Ele concedeu 600 mil gratuidades a passageiros, aumentou o tempo do Bilhete Único. Quem vai pagar essa conta?", questionou. "Se o prefeito achou que ia fazer assistencialismo para se manter no cargo, ele caiu do cavalo."

 

O presidente do SP Urbanuss, Francisco Christovam, disse que, "depois dos aumentos dados nos anos anteriores", o reajuste de 2,31% é o máximo que se pode chegar.

 

O secretário Jilmar Tatto (Transportes) afirmou que "a prefeitura tem cumprimento rigorosamente os contratos".

 

Nesta quarta, houve passageiros obrigados a desembarcar na chuva e outros que tiveram de sair do ônibus após acabar de pagar a tarifa.

 

 

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