Cetesb alerta para alga nas praias de SP que pode provocar diarreia
Foto: Reprodução.
Se for comer frutos do mar, em especial no litoral, cuidado: a Cetesb (agência ambientral paulista) encontrou microalgas tóxicas em praias de Caraguatatuba e teve notícia de pessoas que consumiram mexilhões na área em que elas foram encontradas tiveram diarreia.
As microalgas do grupo dos chamados dinoflagelados foram encontradas nas praias de Martin de Sá e da Cocanha, em Caraguatatuba (litoral norte). Há ainda uma suspeita na praia de Guaraú, em Peruíbe (litoral sul), ainda não confirmada em exames de laboratório.
A companhia alertou as prefeituras, autoridades de saúde e do setor de pesca sobre esses resultados, para que orientem a população e os pescadores. Nas áreas com a presença de algas tóxicas não se recomenda, preventivamente, o consumo de moluscos como mexilhões e ostras, considerados os “filtros do mar” – que podem, assim, acumular essa toxina.
Também é recomendável evitar contato direto com a água em que haja mancha avermelhada visível.
O fenômeno começou a ser constatado em praias de Santa Catarina e do Paraná. Neste último, além de microalgas tóxicas, houve a ocorrência de “Noctiluca scintillans”, que causa bioluminescência nas águas.
Houve bioluminescência nas praias de Santos, o que despertou a curiosidade da população. Em amostra coletada pela Cetesb na Ponta da Praia, no dia 27 de junho, foi confirmada a presença da “Noctiluca scintillans”, mas não a presença da alga tóxica.
Entre sábado e segunda-feira, a Cetesb informou que fez novas coletas em praias de Santos, Peruíbe, São Sebastião, Ubatuba e Ilha Comprida, para verificar se estão com alguma dessas microalgas. Os exames laboratoriais devem ficar prontos até o final da semana. Até lá, melhor prevenir – e evitar aqueles tipos de frutos do mar.

