22/09/2016

PF realiza nova fase da Lava Jato; ex-ministro Guido Mantega é preso

Por band.com.br
Foto: Folha de S. Paulo Foto: Folha de S. Paulo

Ex-ministro da Fazenda nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, Guido Mantega foi preso na manhã desta quinta-feira, em São Paulo, em nova fase deflagrada pela Operação Lava Jato – batizada de “Arquivo X”. Mantega foi detido pelos oficiais enquanto estava no Hospital Albert Eistein, localizado zona sul de São Paulo, acompanhando uma cirurgia da mulher.

 

Antes de cumprirem o mandado de prisão temporária contra Mantega, os oficiais foram até a casa dele, mas ele não estava lá – quem estava na residência era um dos filhos dele, como informa a colunista da BandNews FM Mônica Bergamo.

 

Os agentes, então, entraram em contato com Mantega e exigiram que ele retornasse para a sua residência, alegando que o filho dele é menor de idade e não poderia estar sozinho em casa.

 

Com o impasse, a Polícia Federal decidiu então ir ao Hospital Albert Eistein para se encontrar com o ex-ministro e, assim, cumprir o mandado de prisão temporária.

 

Nesta 34ª fase da Lava Jato, os policiais federais cumprem 49 ordens judiciais, sendo 33 mandados de busca e apreensão, oito mandados de prisão temporária e oito mandados de condução coercitiva – quando a pessoa é levada para prestar depoimento. Os trabalhos ocorrem em cidades nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal.

 

De acordo com comunicado divulgado pela PF, “nesta fase da operação policial são investigados fatos relacionados à contratação pela PETROBRAS – PETROLEO BRASILEIRO S/A de empresas para a construção de 02 plataformas (P-67 e P70) para a exploração de petróleo na camada do pré-sal, as chamadas FSPO´s (Floating Storage Offloanding).

 

Utilizando-se de expedientes já revelados no bojo da Operação Lava Jato, fraude do processo licitatório, corrupção de agentes públicos e repasses de recursos a agentes e partidos políticos responsáveis pelas indicações de cargos importantes da estatal, empresas se associaram na forma de consórcio para obter os contratos de construção das duas plataformas muito embora não possuíssem experiência, estrutura ou preparo para tanto.

 

Durante as investigações verificou-se ainda que, no ano de 2012, um ex-ministro da Fazenda teria atuado diretamente junto ao comando de uma das empresas para negociar o repasse de recursos para pagamentos de dívidas de campanha de partido político da situação. Estes valores teriam como destino pessoas já investigadas na operação e que atuavam no marketing e propaganda de campanhas políticas do mesmo partido.

 

São apuradas as práticas, dentre outros crimes, de corrupção, fraude em licitações, associação criminosa e lavagem de dinheiro”.

 

Ainda de acordo com a comunicação da PF, “o nome ‘ARQUIVO X’ dado à investigação policial é uma referência a um dos grupos empresarias investigados e que tem como marca a colocação e repetição do “X” nos nomes das pessoas jurídicas integrantes do seu conglomerado empresarial”.

 

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