03/10/2016

Doria é eleito prefeito de São Paulo no 1º turno

Por Metro
Foto: Daniel Teixeira/Estadão conteúdo Foto: Daniel Teixeira/Estadão conteúdo

Em resultado até certo ponto surpreendente e inédito, o candidato tucano, João Doria, venceu a eleição para prefeito de São Paulo já no primeiro turno. Apadrinhado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), Doria largou atrás na corrida, cresceu ao longo da campanha e terminou eleito com 53,29% da preferência dos eleitores (3.085.187 votos totais).

 

A briga por um lugar no segundo turno, que parecia acirrada até a véspera, se desfez nas urnas, com Fernando Haddad (PT), Celso Russomanno (PRB) e Marta Suplicy (PMDB) somando, juntos, 2.344.396 votos – ou 76% do que Doria obteve sozinho.

 

Aposta pessoal do governador, Doria venceu as prévias do PSDB sem apoio de cardeais tucanos, como FHC e José Serra – a quem ele agradeceu no discurso da vitória –, e provocando cisão no partido.

 

Dada a largada, o que se viu foi a sua meteórica ascensão. Antes do início da campanha, as pesquisas Datafolha e Ibope lhe davam entre 5% e no 9%, no quinto lugar ou empatado em quarto com outros dois candidatos.

 

Um a um, todos foram sendo ultrapassados, com Doria subindo a cada nova consulta. Ainda assim, a chance de vitória no primeiro turno nem sequer havia sido cogitada até sábado, quando o Datafolha apontou que o tucano já era o preferido de 44% dos eleitores.

 

Com 13 partidos na sua coligação, Doria inflou o seu espaço no rádio e na TV e ocupou quase um terço dos 10 minutos da propaganda eleitoral gratuita. Além disso, colocou a mão no próprio bolso e investiu R$ 2,9 milhões na sua campanha, a mais cara dessas eleições, com R$ 13,5 milhões em despesas contratadas.

 

Em eleições marcadas pela descrença na classe política e pelo antipetismo, o discurso de Doria, de que não era um político, mas um “gestor eficiente”, que se tornou empresário de sucesso e ganhou milhões trabalhando duro, pegou. 

 

Tucano venceu em 56 das 58 zonas eleitorais

 

Os 3 milhões de votos que fizeram de João Doria o novo prefeito de São Paulo vieram dos quatro cantos da cidade. Soberano, o tucano só não saiu vencedor em duas das 58 zonas eleitorais.

 

Ao contrário do que se previa, a vantagem de Doria não se limitou ao chamado centro expandido, que concentra a população mais rica e escolarizada, e se espalhou também pelas periferias ­– redutos que tradicionalmente mais contribuem para a vitória dos prefeitos petistas, como Haddad, Marta e Erundina, todos derrotados agora.

 

Mesmo nas zonas eleitorais onde obteve menos votos, como em Guaianazes (leste), onde fez 26,5%, Doria alcançou quase 10% mais do que Marta, no segundo lugar, com 16,9%. No Capão Redondo (sul), Doria fez 42,4% contra 19,6% de Haddad.

 

No centro expandido, a vantagem de Doria se cumpriu e passou dos 70% de preferência em regiões como Indianópolis e Jardim Paulista.

 

O tucano só não levou a melhor em duas zonas eleitorais: Cidade Dutra e Paralheiros, ambas vizinhas e no extremo sul da cidade, que deram vitória para a ex-prefeita Marta. Haddad não ganhou em nenhuma zona. 

 

Galeria de fotos

Destaques Quadrangular