07/11/2016

Enem teve 30% de abstenção; PF prendeu 11 pessoas por fraude

Por Metro Jornal São Paulo
Alunos na abertura de portões em local de prova em SP. Rovena Rosa/Abr Alunos na abertura de portões em local de prova em SP. Rovena Rosa/Abr

Duas operações realizadas neste domingo pela Polícia Federal em oito Estados, para combater fraudes no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), terminou com a prisão de 11 pessoas, seis delas em flagrante.

 

O balanço das operações Embuste e Jogo Livre foi feito por Franco Perazzoni,  delegado da Polícia Federal, durante o anúncio dos resultados do exame. Segundo ele, todos os presos estavam com algum tipo de aparelho de comunicação realizando a prova. A polícia disse ter identificado a comunicação dos gabaritos de provas para candidatos por celular.

 

O ministro da Educação, Mendonça Filho, salientou que não eram os gabaritos oficiais do exame –que devem estar disponíveis on-line na quarta-feira–, mas os obtidos a partir da resolução das provas por pessoas ligadas à fraude.

 

De acordo com investigações da Operação Embuste, os envolvidos já teriam fraudado pelo menos dois processos seletivos neste ano.

 

Redação e abstenção

 

Seguindo o que aconteceu em anos anteriores, o tema da redação do Enem foi também social: “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”. Os candidatos tinham que apontar por onde melhorar a situação, e não apenas retratá-la no texto.

 

A abstenção do exame alcançou 30% neste ano em todo o país, segundo balanço divulgado neste domingo pelo Ministério da Educação. Foi o maior índice desde 2009.

 

Mas a pasta avaliou que o indicador ficou “na média” –entre 26% e 29%– dos últimos anos. Um total de 768 participantes –num universo de mais de 8 milhões– foi eliminado das provas, incluindo os 11 presos.

 

Os 271 mil candidatos que tiveram a prova adiada  farão o exame nos dias 3 e 4 de dezembro. O local deve ser informado a eles no início da próxima semana, segundo a presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), Maria Inês Fini. O ministro afirmou que esses exames não devem ser aplicados nas escolas atualmente ocupadas.

 

Questionado sobre por que fazer a reforma do ensino médio por meio de MP (medida provisória) –motivo de boa parte das ocupações de escolas que resultaram no adiamento do exame–, Mendonça disse que há “urgência” em mudar o ensino médio e, por isso, ele vai trabalhar para que a media seja votada ainda neste ano.  

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