08/12/2016

Em sua apresentação no São Paulo, Rogério Ceni descarta dirigir rivais

Rogério Ceni na entrevista coletiva de sua apresentação como técnico do São Paulo - Reprodução de vídeo Rogério Ceni na entrevista coletiva de sua apresentação como técnico do São Paulo - Reprodução de vídeo

Rogério Ceni foi apresentado como novo técnico do São Paulo nesta quinta-feira. E, de cara, descartou dirigir os rivais paulistas como Corinthians, Palmeiras e Santos.

 

“Não consigo me ver como treinador desses times. Eles não me veriam como bom nome. É uma coisa muito simples de se analisar, pois existe uma incompatibilidade”,  disse em  entrevista coletiva.

 

Por priorizar o Tricolor, o comandante espera permanecer até o final das duas temporadas e até vislumbra a possibilidade de ficar mais.  “Espero ficar por muito tempo, que fique não só dois, como quatro, cinco anos”.

 

Ceni não se arrepende de ter interrompido os seus cursos para se tornar treinador e garantiu que não podia recusar a proposta.

 

“É um desafio que seja satisfatório, emocionante, fascinante, preocupante. Essa é a graça da vida: grandes desafios, e foi isso que me trouxe. Osorio falava que tem coisa que você faz por dinheiro e coisa em busca da glória. Eu vim em busca da glória”, ressaltou.

 

“Vejo São Paulo como grande desafio onde tive carreira completa, da base a capitão, passei por todas situações. Glórias, títulos, derrotas. Meu pai dizia que só erra quem decide. Não espero ser julgado como atleta e sim como treinador. Tentei montar uma equipe de trabalho boa para isso. Vamos tentar em conjunto ter elenco cada vez mais forte”.

 

Nesse período ausente do Tricolor, ele explicou o que fez. “Fui para a Inglaterra, fiz um curso pela FA para aprimorar o inglês e o aprendizado. A minha intenção era fazer a Uefa A e B e depois o Pro. Mas surgiu essa oportunidade. Me disseram durante o curso que, na vida, a gente idealiza o que é tão perfeito e que não acontece. Daí interrompi os estudos para seguir meu coração, minha paixão para assumir o São Paulo”.

 

Nova função

 

“No São Paulo, passei por todos os tipos de situações, de glórias aos fracassos. Não espero ser julgado como atleta e sim como treinador. Vou montar uma equipe de trabalho muito boa. Vamos fazer o máximo para ter um elenco mais forte. Será um desafio preocupante e ao mesmo tempo, fascinante. Coisas pequenas não trazem emoção. Foi o que me trouxe de volta aqui. Vim aqui em busca da glória”.

 

Base

 

“Acredito que pelo investimento que é feito em Cotia, não podemos deixar de aproveitar os jogadores. Acompanhei treinos do sub-15 até o sub-20. Vi jogos. Temos profissionais altamente qualificados. Será dada oportunidade aos jogadores da base. O Lucas ainda não está pronto, o Neres foi para a seleção, o Pedro vem participando. Dentro do que vi em Cotia, acho que é possível o aproveitamento de mais jogadores. Os zagueiros me agradam muito. Tenho de olhar meu plantel, mas vejo 7 jogadores. Não tenho espaço para ter 9″.

 

Goleiro

 

“Provavelmente o Sidão esteja (no elenco). Acho que vai ser uma disputa saudável, vamos elevar o nível de competitividade. Vamos analisar a Florida Cup, cada um vai fazer uma partida. Trabalhei com os dois (Denis e Renan Ribeiro). Acho altamente capacitados. Falhas acontecem com goleiros que estão em campo de jogo. Renan teve poucas oportunidades, dois ou três jogos. Denis fez quase todos, sei do potencial, o que pode render. Além disso, foi goleiro que mais jogou dentro dos 19 anos que eu estive aqui”.

 

Parabeniza Renato Gaúcho

 

“Quem vence, tem história para contar. Admiro o Renato como jogador, foi campeão mundial com o Grêmio. Ele demonstra toda a capacidade como profissional da área. Qualquer profissional que tenha conhecimento pode ser treinador. Penso que quando você estuda e se atualiza, é melhor. Os dois tipos de profissional podem ter sucesso no futebol”.

 

Honestidade

 

“Objetividade, lealdade, honestidade. Te dou o exemplo do Mário Sérgio, que infelizmente faleceu. Me chamou em 1998 e disse que não gostaria que eu batesse faltas. Entendi a colocação dele, respeitei. No tempo que trabalhei aqui, não bati falta. Mas ele foi sincero. Quando você é sincero, nem sempre você vai agradar, mas acredito na meritocracia”.

 

 

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