31/01/2017

Gestão Haddad arrecada R$ 421 milhões a mais com multa em 2016

Por Metro jornal
Gestão Haddad projetou recolher R$ 1,1 bi em 2016 e fechou com saldo de R$ 1,5 bi | André Porto/Metro Gestão Haddad projetou recolher R$ 1,1 bi em 2016 e fechou com saldo de R$ 1,5 bi | André Porto/Metro

 A arrecadação com multas de trânsito pela gestão Fernando Haddad (PT) em seu último ano superou a expectativa do próprio governo. A administração havia previsto recolher R$ 1,11 bilhão e fechou 2016 com saldo de R$ 1,531 bilhão. O total representa 137,9% do projetado ou R$ 421 milhões a mais.

 

O valor, tanto em percentual quanto em números absolutos, é o maior já registrado pela Prefeitura de São Paulo desde 2005, ano inicial da série com os balanços do Orçamento no site da secretaria da Fazenda. Só em relação a 2015 a alta foi de 50%.

 

O montante arrecadado com multas ficou quatro vezes maior em 12 anos, mas o crescimento só foi intensificado no fim deste período. Em 8 dos 12 anos, o valor angariado ficou abaixo do projetado. O percentual só foi extrapolado por duas vezes na gestão Gilberto Kassab (DEM e PSD) e duas vezes com Haddad.

 

A alta com o petista ocorreu na segunda metade do mandato e coincide com duas políticas adotadas pela gestão: a expansão dos radares e a redução da velocidade máxima em diversas vias.

 

Os radares passaram de 593, em 2013, para os atuais 859. Já as multas de trânsito por excesso de velocidade (até 20% acima do limite, entre 20% e 50% e acima de 50%) passaram de 2,6 milhões para 5,5 milhões de 2014 para 2016 – entre janeiro e outubro, último dado disponível.

 

O prefeito João Doria (PSDB), que em campanha acusou Haddad de promover “indústria da multa”, aumentou a velocidade nas marginais, porém já avisou que não prevê modificar os limites no restante da cidade. Sobre radares, tem dito que vai acabar com aqueles que chama de “pegadinha”, mas que na prática não deverão sair da ruas: serão reposicionados ou mais bem sinalizados.

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